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Polícia afirma que mulheres que se disseram reféns integravam quadrilha de assalto a bancos

Polícia afirma que mulheres que se disseram reféns integravam quadrilha de assalto a bancos
17.05.2017 14h57  /  Postado por: upside

Entre os foragidos ainda procurados pela Polícia Civil dentro da operação deflagrada nesta quarta-feira (17) contra três quadrilhas de assaltos a banco com uso de reféns pelo Rio Grande do Sul estão duas mulheres, que chegaram a ser detidas após dois ataques em 7 de março na cidade de Fontoura Xavier, no Norte do estado. Na época, alegaram que tinham sido sequestradas por bandidos, e acabaram liberadas.
No dia dos dois assaltos, policiais faziam buscas na cidade, quando as duas mulheres foram abordadas em um carro. Com elas, foram encontrados coletes de seguranças de um banco assaltado e um celular usado pelos criminosos, conforme a polícia.
Detidas, elas foram soltas após depoimento. Conforme o delegado João Paulo de Abreu, não foram encontrados indícios para pedir a prisão de ambas. Mas a polícia continuou a investigação e descobriu que, na verdade, as mulheres faziam parte do esquema.Elas disseram que estavam na cidade [Fontoura Xavier] por motivos pessoais, e que em determinado momento abordaram o veículo delas, e que foram feitas reféns (…) As investigações prosseguiram e foi possível comprovar a vinculação direta delas com um dos executores do roubo”, afirma o delegado, referindo-se a Alexandre Longhi da Rosa, conhecido como “Fazenda“, chefe de uma das três quadrilhas investigadas, e que mantém base em Caxias do Sul.
Conforme a polícia, as duas se passaram por vítimas dos bandidos, mas foram “responsáveis pelo levantamento do local, por visualizar a presença da polícia e pela rota de fuga”, afirma o delegado.
No dia em que foram detidas, as mulheres estavam perto dos veículos que tinham sido incendiados pelos bandidos na fuga após os assaltos. Por conta dos bloqueios policiais, os suspeitos fugiram para dentro de um matagal. À polícia, elas relataram que foram sequestradas e depois libertadas pelos bandidos.
Uma das mulheres escreveu em uma rede social que, na delegacia, após ser detida, ameaçaram até matar a cachorrinha dela para confessar algo que dizia não ter feito. Relatou ainda que foi asfixiada com um saco de lixo.
As duas vivem na cidade de Caxias do Sul, onde está baseada a quadrilha de “Fazenda”, e não foram encontradas pela polícia na tentativa do cumprimento de prisão temporária contra elas. Por isso, são consideradas foragidas.
A polícia pede que informações ou pistas sejam repassadas por meio do disque denúncia : 0800 510 2828.

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