CASO BASEGIO: Corregedor faz diligências em Alvorada e em oficina mecânica da Capital
Na tarde de terça-feira (16), o corregedor da Comissão de Ética Parlamentar da AL, deputado Marlon Santos (PDT), cumpriu diligências em Alvorada e na zona Norte da Capital, buscando uma testemunha e comprovando procedimento mecânico que adulterou o odômetro de carro de parlamentar, conforme denúncia de ex-chefe de gabinete, Neuromar Gatto. Marlon Santos foi até a residência da ex-funcionária Janaina Ribeiro Silveira, em Alvorada, no bairro Sumaré, apontada por Gatto de receber vencimento sem a contrapartida de trabalho. Em quatro oportunidades, os oficiais de diligência da Assembleia tiveram frustradas as tentativas de notificá-la, o que o corregedor repetiu por meio de nova diligência na tarde desta terça-feira (16), deixando uma comunicação para comparecimento na Comissão de Ética Parlamentar. VelocímetrosNa Oficina dos Velocímetros, no bairro Santa Maria Goretti, na zona Norte da Capital, o parlamentar acompanhou uma demonstração do proprietário, Valmir Pereira Chaves, com a utilização de um software, vendido no mercado, que possibilita a adulteração do odômetro. Através do circuito de um processador do painel do carro, em 30 minutos o profissional da mecânica mostrou que é possível aumentar ou reduzir a quilometragem. Segundo Chaves, algumas variáveis podem paralisar o odômetro, como batidas, o que obriga o uso desse artifício legal. Pela manhã, Marlon Santos ouviu o depoimento do ex-chefe de gabinete do deputado Diógenes Basegio, Neuromar Gatto, que entregou documentos à comissão. Também o proprietário da Oficina dos Velocímetros, Valmir Pereira Chaves, esteve na sessão de oitiva. O trabalho foi acompanhado pelo procurador da Assembleia, Fernando Bolzoni, pelo diretor do Departamento de Comissões Parlamentares, Carlos Eduardo Chaise, e assessoria técnica da Comissão de Ética Parlamentar, além dos agentes de segurança do Parlamento. Nesta quarta-feira (17), a Comissão de Ética Parlamentar estará reunida, às 18h15, em sessão ordinária. O corregedor solicitará prorrogação do prazo para apresentação do seu voto, argumentando que precisa de mais tempo para formar sua convicção sobre as denúncias de quebra de decoro parlamentar.